quarta-feira, 17 de junho de 2009

não faças barulho... está na hora.

Como vai você
Eu preciso saber da sua vida
Peço alguém para me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber...

Como vai você
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você

Vem...
Que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem...
Que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber como vai você

Não faças barulho, está quase na hora em que te apoderas do meu espaço. Em que invades o meu pensamento, e me fazes sonhar e fantasiar contigo. Está na hora em que me poes um sorriso na cara, aquele sorriso que só tu consegues. O mais sincero de todos, o mais parvo. Está na hora de me sentar no fim da cama, olhar para a televisão e enquanto a ligo e repito para mim mesma, que o Panda está no canal 22, não vá um dia lembrares-te de me perguntar. Está na hora, de me escostar as 4 almofadas no meio da cama, de me aconchegar e sentir aquele aperto no peito que todas as noites me faz gritar em silêncio. Está na hora, de naquela hora de angústia, olhar para o meu lado e sentir-te ali comigo, nem que seja por milessimos de segundos. Está na hora de perguntar-te em pensamentos, como correu o teu dia, se aconteceu alguma coisa especial, se estás feliz... e ali fico, por momentos na esperança de ter algum tipo de sinal teu. Está na hora de adormecer... porque amanhã é mais um dia sem ti. É incrivel como o silêncio pode ser estrondoso. Até amanhã.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Esta noite...

Esta noite senti aquela saudade a invandir-me.
Esta noite fechei os olhos e encontrei-te ali do meu lado. Esta noite ouvi a tua voz a invadir-me a alma, enquando eu negava a tua entrada, e avisava-te do quão perigoso podia ser. Mas eu não te consigo dizer não. Escondi tudo o que me fizesse lembrar de ti, mas bastante à vista para não te esquecer. Mudei as coisas de lugar, como se isso me fizesse lembrar menos de ti. Mas a verdade, é que eu não consigo.
Eu fecho os olhos e encontro-te. A brisa do mar traz-te para perto de mim, e contigo o teu cheiro tão caracteristico. Os pensamentos de ti, permanencem dentro da minha alma. Esta noite abraçaste-me tão forte, tão forte como se não houvesse mundo lá fora, como se a unica coisa que interessa-se fossemos nós e aquele momento tão nosso. Só mais um momento, entre tantos outros que já passamos. Mais um momento que me enche de alegrias e esperança. Esta noite adormeci nos teus braços, e senti-me tão protegida, como se o meu desejo que me salvasses de tudo, estivesse concretizado. Esta noite fizes-te a cama não parecer enorme, só com o meu pequenino ser. Esta noite, acordei mil vezes, para poder olhar para ti e para a estrela que te ilumina, e poder guardar aquele momento, porque a qualquer momento o mundo podia roubar-te de mim. Esta noite fechei os olhos, e lembrei me da manhã em que te vi, o sentimento durou para sempre mas, o sonho acabou tão cedo.

E hoje... tive um amargo amanhecer.
18 dias.
Perdi a primeira lágrima hoje.
Ainda és tu, perfeito demais na tua imperfeição.
Estás ainda tão perto e eu não te consigo esquecer. O tempo passa-me completamente ao lado... ainda te sinto... Mas nunca te direi a falta que me fazes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O dedo na ferida

Tenho fugido de todas as teorias que possam explicar o passado, presente e futuro, com esperança de poder retirar as minhas palavras, antes ditas e sentidas. Vou-me sentar na pedra, e vou me preparar para ir ao fundo. As coisas perderam o teu cheiro, mas o teu espaço continua intacto. Preciso de ser relembrada do porquê de termos decidido que ia ser assim, porque eu sinto a tua falta. Todos os dias. Eu sei que a distância é um factor importante, mas eu ainda tento chegar a ti, eu ainda tento segurar a tua mão, deitar a minha cabeça na tua barriga. Às vezes so desejava que me pudesses salvar de tudo. Não me culpes por tentar inconscientemente conservar isto mais uma vez... Eu só gostava que tu parasses de agir como se nao me conhecesses. Continuo a ser eu, eu não mudei. E vou continuar aqui, quando voltares.

dia 17.

17 cartas, todas para ti.


"No verdadeiro altruísmo o individuo ama os outros porque tem capacidade de amar."
(Coimbra de Matos)
~
"Se de tão cheia fui ter contigo, tão vazio senti o meu retorno..."

by minha amiga Catarina :)

sábado, 13 de junho de 2009

PEGAAAAA MONSTROSSSSSSSSSSSSS :P





Um dia destes faço uma coisa assustadora! LOOOOOOOOL

sexta-feira, 12 de junho de 2009




Forasteira no litoral
Nasci no planalto central
Nas ondas não mando muito bem
Sou aprendiz daquele que me quer bem

Se ele voltar, volto também
Se ele ficou, fico também
Se ele remou, quero remar
Se ele gostou, gosto com ele
Quero aprender, ele quer me ensinar
Todo segredo das ondas do mar
Será que ele gosta de mim

Já sou local no litoral
Saudade do planalto central
Nas ondas até que já estou mandando bem
Pois aprendi o valor que elas têm

Quero voltar pro interior
Horizonte sem fim, cerrado nativo
Será que ele gosta de mim, comigo quer voltar
Quer aprender segredos de lá
Muitas coisas sonhei, momentos vivi

No litoral e no interior do país
Ele gosta de mim, hoje sou assim
Filho do sol, das ondas do mar
Servo da mata nativa
Quero o mundo pra mim

Olha,é o Sol
Olha,é o céu
Olha,é o Amor


É tão bom.
:)