terça-feira, 22 de setembro de 2009




Retratos de algo esquecido, sem nós nada me faz sentido.
Acabar aqui sem te entender, é deixar no contra sem ter as respostas.
Se acabar assim sem te perdoar,
Uma história ficará p'ra sempre sem amor...



O orgulho dói quando é ferido, mais vale a dor que estar perdido.
Ontem naquele mesmo sitio de sempre, lá estavas tu preso ao chão. Preso no tempo que teima em passar por nós, e que eu teimo em não querer acompanhar. As minhas pegadas na areia, enquanto te avistava dentro de água num estilo tão caracteristico teu. O azul do céu, tão limpo e cristalino como a água, que refletia a minha pessoa a olhar para o infinito do teu ser. Quando subi até poder avistar as nossas pegadas, vi que não podia ter de forma nenhuma o melhor dos dois mundos. Estava na altura de deixar de viver com um pé no meu mundo, e outro no mundo real. Apesar de saber o quão custava, só me restava saber que opcção iria tomar...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

E se as nossas pegadas nÃo estao assim tao destinadas a percorrer o mesmo caminho?
E se a ilusão desse desejo nos efeitiçou, e nos levou à ilusão de algo que não é possivel?
E se o Romeu e a Julieta não ficam juntos?
E se o conto de fadas não se realiza?
E se o destino não nos deixa ficar com o 'tal', porque simplesmente o timing não é o certo? Se nos conformamos com o 'relativamente felizes'?
Se perdemos a esperança nas pessoas e no amor?
E se buscamos sempre mais, e mais... e quando abrimos os olhos é tarde de mais... e o amor tranquilo que sempre pedimos, esteve este tempo todo do nosso lado, e nos cegos com a paixão do ideal de 'perfeição' não nos apercebemos?
E se aos poucos desistimos todos os dias um pouco mais das pessoas, e nos conformamos com o que a vida nos tras?
O que fazer quando a esperança nos fugiu por entre os dedos, e tudo deixou de fazer sentido?
O que fazer quando sentimos tanto a falta de uma pessoa, que até asfixia?
Será a nossa passagem por este mundo, tão complicada. Porque temos o dom de complicar o que era fácil... por entre estereotipos e ideais... subimos demasiado a fasquia e depois, torna-se tarde de mais... para mim, para ti, para nós. E tudo o que sobra, é apenas um sonho de nós os dois. Apenas isso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu tinha-te avisado que podia ser perigoso. Enquanto continuavamos com dificuldade em respirar perto um do outro, enquanto eu sentia que continuavas ali. O tempo desta vez não tinha parado, e nem por isso deixei de sentir a tua pele junto da minha. A tua presença continuava a envenenar os meus dias... enquanto tu avanças noutra direcção, deixas-me no meu canto com os estragos provocados pela tua presença, sem qualquer tipo de resposta. E agora amor, como faço para voltar a sentir o que senti, a confiar como confiei, tu tiraste-me essa capacidade... a capacidade de ser feliz em pleno. O quarto continua vazio, o chão regelado. Com o Outono a chegar, e as emoções à flor da pele, a tua presença era inevitavel. Estamos a chegar à altura, de reviver tudo, de sentir tudo de novo, de me relembrar o porque da vida ter tomado o rumo que tomou. A medida que a chuva começava a cair, cada gota que caia por cima de mim, era como se me transportasse para uma nova realidade, uma realidade criada sob pressão, de modo a conseguir resistir-te.
Eu disse-te que não me podias magoar, porque teimas em continuar a faze-lo? Porque nao largas as minhas fantasias... Eu avisei-te, que eu iria conseguir um dia. Pode ainda não ter chegado a hora, posso ainda não ter a chave, posso ainda não ter certezas, mas pelo menos ainda tenho esperança... Esperança de um dia, num dia de inverno me consigas embrulhar nas lembranças que nos marcaram e eu não te sinta mais.

sábado, 5 de setembro de 2009

"Only you could be more important than what I wanted what I needed. What I want and need is to be with you, and I know I'll never be strong enough to leave again."

Edward Cullen, New Moon, Chapter 23, p.513

sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Encontrei o sonho no teu olhar e guardei-o aqui.
Fiquei só à espera do teu brilhar, nunca te esqueci.
Talvez não queiras ser a razão do viver, entre o sonho e a ilusão.
Hoje eu sei, és a luz que nasceu dentro de mim... um calor que seduz, faz-me ficar sempre assim, sempre à espera que me querias abraçar, faz-me acreditar...
Procurei nos gestos um sinal que tu vais ficar, sinto que já sentes algo igual
diz-me que é real... Dá-me a mão vem viver, não te posso perder entre o sonho e a ilusão..."

Sempre à espera que me querias abraçar*

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O resto do Mundo deixa de existir quando tu e eu nos encafuamos no meu pensamento, apertados, um contra o outro, sussurrando, percorrendo infinitos lugares, e apesar desta viagem parecer fugaz, parece também uma viagem de regresso. Tu já não és aquele que, desde o primeiro dia em que te conheci, conseguiste-me virar completamente do avesso, como nunca ninguém o conseguiu. Não sei o que se passará, a partir daqui, mas sei que vou ser honesta comigo mesma. Vou seguir o meu coração, seja onde for que ele me leve. Devo isso a mim própria.
Quando chegamos aquele sítio, esperamos que as portas se abram como por magia, saímos um atrás do outro e percorremos aquele corredor que eu tão bem recordo. O meu pulso acelera, e contudo sinto-me estranhamente em paz. A noite está linda, aquele típico de noite em que conseguimos vislumbrar milhões de estrelas, à medida que o tempo pára, recordações de outras noites como esta invadem-me o espírito. Consigo perceber que também tu estas a pensar no passado quando me das a mão e saímos daquele sitio. Nenhum de nós fala. O cheirinho familiar do passado atinge-me de novo, e o meu estômago é uma rede de nós. Esta noite podia muito bem ser aquela noite, aquela primeira noite em que estivemos juntos, pois a estonteante antecipação é a mesma. Eu murmuro-te que não quero mais sair dali, e tu fazes-me um ligeiro encolher de ombros e esboças um sorrisinho, e estendes-me a mão, virada para cima, pedindo a minha. Dou-te e abraço-te desesperadamente, os meus braços rodeando-te a cintura com todas as forças do meu pequenino ser. Sinto os teus ombros, peito, bíceps, tudo, tudo tão quente, tão sólido, tão forte. Há tanto tempo que te persigo nos meus sonhos, penso e peço para congelar este momento, e adiar tudo, e ficar exactamente aqui, no equilíbrio entre dois sítios, dois mundos, dois amores.
Ergo a minha cabeça ao sentir a tua baixar. Os nossos rostos inclinam-se e encontram-se, colidindo suavemente. Face contra face, depois nariz contra nariz. Fico muito quieta, ouvindo o som do teu respirar, e passa por mim uma eternidade, ate o teu lábio superior se juntar ao meu.