terça-feira, 6 de outubro de 2009

Acordei a pensar que te tinha ao meu lado, que os anos não tinham passado e que ainda sentia o teu corpo junto ao meu. Enquanto a chuva caia lá fora, e eu acordava ao som de uma música tão familiar, que conseguia entrar por dentro de todos os meus poros e fazer eco dentro de mim... Tinha voltado a 3 anos atrás. Estava em casa, estava segura, tinha-te a ti amor. No meio daquela brisa de felicidade que amanhecia em mim. Eras tu, apenas tu. Fechei os olhos, e envolta naquela magia matutina, voltei aqueles dias em que ainda de madrugada te beijava ainda a saber a pasta de dentes, onde respirava fundo aquele cheiro tão caracteristico de terra molhada, onde te podia ver ainda nem tinha amanhecido, onde podia me aconchegar a ti e ao teu casaco preferido, onde era a rapariga mais feliz por pequenos prazes como estes.
Aquelas manhas chuvosas, que nem assim me deixavam ficar na cama... Voltas e mais voltas, manhas junto ao rio apenas com o nosso amor como plano de fundo, almoços perfeitos, tardes maravilhosas, noites harmoniosas. Enfim, eramos nós.
E por algum motivo, hoje acordei e respirei-te, e era um desses dias, apenas não contigo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enquanto o sorriso crescia nos meus labios, o meu estomago colava-se as costas e o ar custava a respirar. Estaria eu, a sentir de novo borboletas? Estaria eu, ansiosa? Sim, a resposta era apenas uma... SIM! SIM! SIM! SIM!
O teu cuidado, os teus pequenos gestos, palavras... despertavam em mim, num sentimento que eu mantive guardado, e que mais uma vez, veio ao de cima logo que eu o deixei.
Tens o poder de me fazer sorrir com a maior das facilidade, de levitar e ir na tua direcção, sem nunca deixares de me encontrar a meio caminho. Os toques ligeiros que tornam algo tão natural, em algo que me deixa sem conseguir respirar. Fazes o mundo parar, e eu só ter olhos e ouvidos para ti.
Fazes-me rir.
Quero-te ouvir falar, quero-te ver. Quero falar contigo... quero saber de ti.
Quero aventurar-me contigo, quero saber se sentes o mesmo... ou se é apenas mais uma ilusão minha como tantas outras.
Quero saber se há esperança.
Quero que saibas que os teus gestos não passam em branco. Que o facto de teres estado presente, representou tudo... representou o MAIOR sorriso da noite.
Obrigado, Obrigado por me dares a oportunidade de voltar a sonhar, de voltar a ter o sorriso mais sincero e honesto.
Obrigado por manteres o misterio
Agora leva-me nesta estrada, nesta descoberta... de uma palavra chamada NÓS! :D

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

No outro dia contei-te uma história... mas sabes uma coisa?
Não me sorrias, quando não me sorris quando mais preciso.
Não me des a mão, quando não pretendes estar lá para a segurar.
Não me ampares, se te vais embora.
Não me des esperanças, se não pretendes ficar.
Não me chames de amiga, se não o vais ser.
Não me chames amor, se não o vais sentir.
Não tentes, só porque sim... mas tenta porque sentes.

Eu sinto o sangue a correr pelo meu corpo, enquanto mais uma vez tento continuar em frente e esquecer-te. Mais uma vez, dei o passo a frente e voltei a recuar. É incrivel como consegues preencher todos os periodos do meu dia, até naqueles em que o dia já vai longo. Enquanto me sento no meio da estrada, no meio de uma encruzilhada perdida no meio dos meus pensamentos, tu aproximas-te aos poucos tentando entrar dentro de mim, enquanto aos poucos eu rendo-me. O poder que tens sobre mim, é inagualável... o teu cheiro, a tua presença, o teu corpo, as tuas feições, a tua perfeição... são a minha prisão. E eu continuo, nesta luta constante por resistir a algo que é mais forte que eu. A culpa é tua... a culpa é minha. A culpa é dele, porque um dia deixou-me assim... frágil.
Eu não consigo vender a minha alma, e dar-me ao luxo de procurar algo que não vou encontrar de novo. A minha esperança é, um dia deixar o passado no passado, e viver o presente.
Enquanto isso... os dias nascem, e eu continuo aqui sentada a tua espera.




Can you feel my heart beating?
No, no, no.... you don't

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

És a minha outra metade, perdida no meio dos sonhos e ilusões do nosso conto de fadas.
Feliz aniversário Bé.
Sabes Bé, é muito mais do que isso (L)


Madrugada Dia 28 @ Choradeira Parte III
Lexie: [narrating] Grief may be a thing we all have in common, but it looks different on everyone.
Mark: It isn't just death we have to grieve. It's life. It's loss. It's change.
Alex: And when we wonder why it has to suck so much sometimes, has to hurt so bad. The thing we gotta try to remember is that it can turn on a dime.
Izzie: That's how you stay alive. When it hurts so much you can't breathe, that's how you survive.
Derek: By remembering that one day, somehow, impossibly, you won't feel this way. It won't hurt this much.
Bailey: Grief comes in its own time for everyone, in its own way.
Owen: So the best we can do, the best anyone can do, is try for honesty.
Meredith: The really crappy thing, the very worst part of grief is that you can't control it.
Arizona: The best we can do is try to let ourselves feel it when it comes.
Callie: And let it go when we can.
Meredith: The very worst part is that the minute you think you're past it, it starts all over again.
Cristina: And always, every time, it takes your breath away.
Meredith: There are five stages of grief. They look different on all of us, but there are always five.
Alex: Denial.
Derek: Anger.
Bailey: Bargaining.
Lexie: Depression.
Richard: Acceptance.


Domingo, dia 27 @ Choradeira Parte II
Não tinhas o direito de me fazer isto. Não tinhas o direito de invadir o meu espaço assim. Já não fazes parte de mim, já não fazes parte da minha vida. E enquanto te via partir nos meus sonhos, o tempo passava por mim, parada naquela bolha transparente que não me deixava esconder do mundo.
Todos os momentos em que entras de rajada no meu pequeno filme de vida, no qual eu tento a força toda, que não faças parte... onde eu a força toda tento, que não sejas a minha realidade e apenas um sonho, que se repete vezes e vezes sem conta na minha cabeça.
Deixa-te ficar onde estás. Deixa-me ficar onde estou.
Este é o meu mundo... é aqui onde eu pertenço, e tu... eu não te quero aqui.
Não te quero a entrar de roupante pela janela do meu quarto naquelas noites regeladas que começam a cair, não te quero a entrar pelos meus ouvidos, onde pairam aquelas palavras mágicas que fazem a chama reviver, o que cedo fez acontecer. Não quero ver, onde os meus olhos te possam encontrar, pois eles não suportavam ver-te partir de novo.
As palavras faltam-me quando o assunto és tu.
Há sentimentos que nem as palavras conseguem transmitir. Os meus olhos enxarcados de lágrimas, que sentem a tua falta. E quando te posso alcançar, o meu corpo foge para longe, longe, longeeeee... num grito no escuro. As coisas continuam guardadas longe dos olhos, e quanto mais eu conseguir manter-te longe, mais tranquila eu estarei.
E quando o reencontro se der, indiferente eu estarei.
Não tinhas o direito de voltar, só tinhas o direito de ser feliz... e eu, por ti feliz serei.

Dia 27 @ Choradeira Parte I