quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Wish I



(Podemos ser improváveis... mas nunca se sabe, podes ser o meu final feliz)

Queria escrever sobre ti. Sobre o que me fazes sentir quando estou junto de ti, e quando a tua ausência preenche os meus dias e as minhas noites.
Ontem enquanto estavas do meu lado, notei no teu pulgar e como vai para dentro. Acho que é de longe o melhor que posso dizer de ti. É que eu não te olho, eu vejo-te.
A forma como os teus olhos tentam absorver tudo o que o mundo tem, a forma como pedes bem baixinho que o Universo te de um pouco mais, um pouco de mais entusiasmo, de significado, de borboletas. Acho que é por isso também que estamos neste impasse, em que damos dois passos para a frente e recuamos no mínimo seis. Os dias intimidados pela realidade que teima em ser nossa, que teima em ser uma pedra no nosso caminho. A forma como olhas para mim, a forma como eu observo todos os teus pequenos pormenores, e que depois te explicito minimamente nos nossos momentos, e em que tu dizes "Gosto do facto de reparares em todos os pormenores". A culpa é tua, és tu que me fazes decorar todos os pontos do teu corpo. És tu que dizes "Sabes que adoro picar-te.". Gosto quando chegas junto ao meu pescoço, como se pairasses a minha volta. Ou quando chegas ao pé do meu ouvido e sussurras um desejo teu. Sorris, esperas que contra-ataque... normalmente é o que acontece. Voltas a sorrir, e a maior parte das vezes ficamos por ai. A história repetindo-se vezes sem conta ao longo do dia e noite, sempre com aquele bichinho do medo, do medo de sermos apanhados... de alguém conseguir ver para além do óbvio. Os olhares, os sorrisos que jogam às escondidas na nossa realidade misturada com a fantasia. Cansei-me de lutar contra as borboletas, e os sorrisos sinceros (e não são os melhores?)
Eu sei que não podes. Mas vale a pena o risco, vale pena a dizer o que sentimos. O Mundo pode não saber o que se passa, mas tu sabes... tu sentes. Não sei se dura, se não dura... não me interessa. O teu levantar de sobrancelha, o sorriso, o teu nariz, as tuas mãos, o teu riso... fazem a chuva parar num segundo, e o sol brilhar nos meus olhos enquanto te vislumbro. Sei quando tudo começou a fazer algum sentido, quando me deste a mão pela primeira vez, quando senti o teu corpo junto ao meu naquela noite, quando me sorriste naquele pôr-de-sol, quando fiz a primeira de muitas loucuras por ti, para estar contigo, e isso por enquanto basta-me.
Podes ter mais que conforto, podes recuperar sentimentos, anseia por mais... por tudo. Anseia por tudo.
Um dia, confesso q me apaixonei pelo teu sorriso.
Um dia, digo-te tudo aquilo que preciso dizer, e mais qualquer coisinha.
Um dia, rapto-te como sempre te prometi.
Um dia, Um dia... quem sabe A. :)

"A place to crash, I got you.
No need to ask, I got you.
Just get on the phone, I got you.
Come and pick you up if I have to,
What's weird about it.
Is we're right at the end, and mad about it.
Just figured it out in my head,
I'm proud to say, I got you

Go ahead and say goodbye, I'll be alright.
Go ahead and make me cry, I'll be alright.
And when you need a place to run to,
For better for worse, I got you"


És o meu primeiro desejo para 2010, não sendo.
Estou farta de não viver. De não conseguir ir atrás dos meus sonhos, de vê-los passar ao meu lado, como se não fossem meus. Estou cansada de estar presa a esta vida, que não é minha, que não é o que eu desejo. Arrastar a minha felicidade e liberdade anos e anos. Eu não sou feliz. Eu não sou feliz aqui onde estou, parada nesta realidade feita por outros, a medida dos outros. Eu não consigo mais continuar a ser engolida por ti, por ele, por todos. A linha que separa o 'aguenta mais um pouco', da minha insanidade mental e infelicidade é TENÚA.
Abri os olhos, e agora o que faço com isto tudo? Volto a guardar... porque não tenho asas para voar? Porque sou fraca e ridícula,e não consigo seguir em frente sem olhar para trás?
Quando é que vou parar de me por a jeito e de ser transparente para o Mundo e começar a viver? Criar sonhos, e vive-los... não apenas, fantasiar com eles. Não apenas guarda-los na minha caixinha mágica. Quando?
Acho que não aguento muito mais... Se continuo por esta estrada, o caminho... acaba aqui. Lamento... não quero mais isto.

E hoje finalmente disse-te...

...Um dia, não te conto uma história, mas sim uma enciclopédia inteira.

:)

Perfeito, Perfeitinho! Elas vão voltar :D

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Um dia ainda vou conseguir olhar para ti e não sentir nada. Ainda vou deixar de ter um aperto no meu coração, deixar de ter as lágrimas nos olhos cada vez que te vais embora, ou um nó na garganta quando pressinto que te vou ver.
Um dia vou-te sorrir, e vou gritar ao Mundo que me libertei de ti e do meu amor por ti. Um dia vou encostar a cabeça na minha almofada e conseguir dormir com a minha alma lavada. Um dia vou conseguir seguir em frente... mas hoje apenas quero estar sozinha comigo. Hoje apenas quero apagar-te na minha cabeça, do meu coração.
Como é que continuas a aparecer no meu reflexo, como continuas a fazer despertar em mim tantas emoções?
Pará de mexer em mim, pará de me magoar desta forma sem fim. Pará de me impedir de viver, de sonhar e querer.
Já chega de noites sem fim, de dias 28, e de dias 8. Já chega de lembranças, de momentos e sonhos que um dia partilhamos juntos. Já chega de ainda pertenceres ao meu Mundo, ao meu projecto de vida.
Hoje ao ouvir a tua voz, fez-me recuar aos momentos mais especiais da minha vida. Fizeste-me derreter em cada palavra que saía da tua boca. Mas os teus olhos vazios de vida, de sentimento fizeram-me crer que já não és tu. Já não és aquela pessoa por quem me apaixonei à primeira vista, por quem corri Mundos e dei o Universo. Estás apático, distante, sem vida, e sem sentimentos. Estás vazio, vazio de tudo aquilo que um dia fez de ti a pessoa que um dia foste.

O meu desejo para 2010? Esquecer-te de uma vez por todas. Já não consigo viver com esta dor agonizante que perfura o meu peito, que faz o meu coração chorar. Chega de esperar por ti, não esperando. Deixa-me ganhar asas e voar...

domingo, 27 de dezembro de 2009


Gosto de inclinar um pouco a cara para cima, olhar na direcção das estrelas, morder o lábio inferior esquerdo, e sorrir.
E tudo por tua causa.
Obrigado.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


Hoje ela sentiu que afinal as coisas não são como ela sempre sonhou e imaginou... Hoje ela conseguiu sentir-se a pessoa mais sozinha, mesmo rodeada de gente. Aquele vazio impensável, numa situação ainda mais remota... com as últimas pessoas com quem ela imaginária. Afinal, não havia lugares seguros fora do seu Mundo. Afinal, ela não importava assim tanto. E o cansaço veio ao de cima, o cansaço de tudo e de todos... de dar e dar, e no final passar despercebido a todos, como se já fosse tão natural as coisas serem assim, que ninguém se lembra que está ali diante deles, apenas mais uma pessoa, com as suas vulnerabilidades, tristezas e inseguranças... e que precisava tanto de tudo como todos os outros. E os gritos secos no peito dela, pela invisibilidade que existe no Mundo exterior a ela. E enquanto as lágrimas teimavam em cair, enquanto o carro a embalava... a realidade persistia em existir. E como ela queria que as coisas fossem diferentes. Como ela gostava... de não ter sofrido o que já sofreu, ou que as pessoas pegassem no seu dia-a-dia e parassem de magoar as pessoas, só porque sim. SÓ PORQUE SIM. Porque é verdade, que são as pessoas que nos estão mais perto... que no fundo, nos magoam mais.
Estavam todos demasiado confortáveis, demasiado comodos nas suas vidas... porque haveria de ser diferente? Ela é que se metia a jeito, agora nem tinha direito a falar, a gritar, a experniar por um pouco mais... uma alegria, um sonho, uma surpresa... afinal de contas não era só isso que ela queria?

Para o Ano à mais... espera, temos sempre amanhã.