quarta-feira, 21 de abril de 2010


Normalmente as pessoas contam-me as suas histórias, as suas aventuras, os seus desejos e ilusões. Elas olham para mim como uma verdade inquietante, isto é uma colisão com a realidade. Mas a verdade é que eu gosto deste papel, e gosto que sejam assim comigo. Infelizmente pouca gente o consegue ser, devido a medos e preconceitos de dizer essas "verdades" que magoam, sendo mais fácil dizer o que o outro quer ouvir. Eu nunca fui assim, e graças a Deus encontrei uma melhor amiga que também não o é. Mas pronto... Passando a frente, desta vez estava lixada. Pensava eu que era mais uma história daquelas que se fosse parar às mãos de um realizador, passados uns anos tava a passar num filme ao Domingo na Tvi, em que a protagonista era uma amiga minha e o seu belo namorado, e as suas aventuras e desaventuras. Mas a vida trocou-me as voltas, e quem acabou protagonista fui eu (mas calma, não no namoro deles, isso não!)
A vida é lixada, aquela história do 'what goes around, comes around' meus queridos, é verdade! E não precisam de ter feito algo de mal, basta terem-se apaixonado tanto mas tanto, de modo a perder a cabeça e deixar de saber os limites do que é saúdavel e do que não é. Acreditem que anos depois, vocês vão experienciar o quão agradável foi para o vosso ex-namorado ter-vos à perna 24horas!
E que vontade de pegar no telefone, e dizer "Olha, Desculpa aí eu não sei onde tinha a cabeça." é verdade! O Amor, faz-nos cometer loucuras, faz-nos dizer disparates, o Amor ilude-nos, cega-nos.

Quando gostamos, temos de saber abrir mão...


Dá mais tempo ao tempo.

terça-feira, 20 de abril de 2010



'É importante ter momentos só meus, longe de tudo e de todos. São nesses momentos que encontramos muitas respostas para as questões que nos preocupam. O silêncio é fundamental para a nossa (saudável) existência.'

Deixem-me em paz no meu canto.
Sozinha.
POR FAVOR.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lembra-te de mim *


Falta-me a voz, tal como me falta as palavras certas ou erradas. Em lugares que nunca ninguém vai descobrir os nossos sentimentos vão ficar guardados, as nossas palavras proferidas apenas farão parte das nossas recordações de uma brincadeira de miúdos, de história, de um conto, de uma fantasia, de uma paixão. Enquanto caminhava na tua direcção em bicos dos pés, mas tu tão atento e tão à espera, sorriste e abriste-me os braços, onde me aconchegaste num lar tão meu conhecido. Eu tava em casa, eu sentia-me em casa. E rimos, rimos, brincamos, falamos, sonhamos, fantasiamos, até o sol nascer e quando nos apercebemos disso, deixarmos-nos cair de cansaço... mas no final daquela noite, eu não tinha conseguido dizer-te o que devia, e o que devia deixou de ser assim tão importante, comparado com o que haviamos construido ao longo deste tempo.
Mas não, eu tinha-te desejado desde a primeira vez. Eu tinha gostado de ti desde a primeira vez que te vi, mas tinha chegado a altura de te dizer que não esperava mais por ti. Esta era a minha resolução, eu ia virar a nossa página e começar uma nova e não olhar para trás como tantas vezes o fiz. Eu tava-te a "libertar" de uma vez por todas, para o bem e para o mal, e tu precisavas de saber disso. Mas como dizer-to? Como dizer Adeus à pessoa que ainda nos corrói o coração? Que vamos tentar ser felizes com outro alguém? Que ele é o nosso principe encantado, mas apenas SEMPRE num mau Timing. E como dizer isto tudo sem verter uma lágrima?
Mas aconteceu.
Dias depois, o Mundo parou por minutos naquele quarto, a minha respiração não existiu enquanto eu tava deitava sobre o teu peito e eu mal sentia a tua. Toda eu tremia como se fosse o maior disparate que tava prestes a fazer, mas eu estava ciente que estava a tomar a atitude certa. E foi quando fui sincera contigo e disse-te que não podia esperar mais por ti, nem por nós, nem por um futuro... e tu, olhas-te para mim e perguntaste "porque?" com aquele ar tão teu, como soubesses que se o fizesses eu não iria resistir.
Mas Porque? PORQUE? como é que és capaz de perguntar isso depois de tudo... mas eu expliquei-te... tava na altura de eu ser feliz, de ir em busca da minha felicidade, do Amor, da segurança, da tranquilidade, das mãos dadas sem medos, das palavras aos ouvidos sem receios, dos fins-de-semana na cama, dos pequenos grandes promenores. Eu não podia esperar mais por ti, por nós. Foi como um balde de água fria, eu sei. Mas ele mereceu esta oportunidade, e eu decidi que lhe vou dar com todo o meu coração, mas para isso preciso de te deixar para trás. Não tu, amigo porque isso nunca porque és essencial na minha vida. Mas tu, principe do nosso conto de fadas.
Nunca vou esquecer o que me disseste, também nunca o vou dizer a ninguém. É nosso. E gabo-te a força de depois ainda teres força para me tentares animar, enquanto as lágrimas caíam pelas nossas caras, com as tuas danças e parvoices. Ou por partilhares comigo, aqueles momentos tão teus (e que eu sei que não mostras a ninguém!).

Tenho a certeza que não foi só o fim de algo, mas também o começo de algo ainda mais bonito, mais forte. Uma promessa é para sempre.
Adoro-te *

terça-feira, 23 de março de 2010


Não sei se é o momento em que ouço a tua voz logo pela manhã, ou se me despeço de ti com um timido beijo na face já com o tardar da noite e com os olhos com sono. Tu invades todo o meu Mundo, todo o meu espaço, toda a minha vida, toda a minha liberdade, todos os meus sorrisos. Baralhas o infinito do meu ser, e teimas em confundir todos os meus sentidos. O que era errado passa a ser certo, e o que era certo, continua a ser certo. Enches-me o coração de ar, de felicidade, de alegria, e sorrisos. Eu fecho os olhos, e penso em milhões de razões de te provar que tu, és tu, e unicamente tu e só tu. Mas agora algo subitamente me prende. Mais uma vez, é tudo uma questão de timing, e como eu te tinha avisado disso. Eu esperei tanto por ti, mesmo não esperando. Como ainda tenho forças, não as tendo?

Falta-me a concentração. Falta-me o sono.
Quando não estás, falta-me o chão... nem que seja, por breves instantes.
Estou perdida no meio deste nó que deste no meu peito.
Era só o que faltava nesta história sem fim aparente...

segunda-feira, 22 de março de 2010


Hoje lembrei-me de ti. Deixei-me levar nas horas da madrugada que já avistava pela minha pequena janela, que dá para a minha nova realidade. Realidade essa que já não se ajusta a vida que um dia já tive... e assim, senti-me perdida no meio da minha vida que hoje se encontra tão desencontrada. Hoje mais do que nunca, não deixo a esperança morrer. Porque algumas coisas superam tempos, mágoas, angústias e tristezas. Porque um grande amor nunca morre, mesmo que a distância o separe, ou o transforme, ou imprevistos da vida atrapalhem o timing do reencontro. Mesmo que o nosso mundo teime em seguir caminhos opostos, mesmo que a vida nos faça virar muitas vezes as costas, não nos podemos esquecer que houve aquele momento em que tudo fez sentido.
Mas é importante perceber quando/ou se "o importante" tem um limite.

domingo, 21 de março de 2010


A magia daquele dia tinha-se mantido por mais um ano. Apesar do tempo estar escuro e a prever chuva, dentro de mim tudo fervilhava a ti, apesar de saber que os meus olhos não te veriam. É um espaço que fica tão perto, quase tão perto que todos os dias posso lá ir. Mas eu tento evitar a todo o custo lá ir, não posso. Mas ontem, era inevitável, foi inevitável. Tudo cheirava a ti, tudo batia a ti, tudo fazia sentido porque tavas nessas lembranças. Encheste-me de tanto o dia todo, que no fim do dia esperava ficar vazia, mas isso não aconteceu, o que me deixa ainda mais sem tecto, sem lar, sem te perceber. Pára de me arrepiar, sem eu querer, mesmo à distância, mesmo no meu pensamento, mesmo nas minhas recordações.
Eu disse-te que não tinha tido a mesma magia, e não teve, mas não foi por isso que perdeu a magia. Já fazemos parte daquilo, ou aquilo faz parte de nós, e talvez eu não o deixe ninguem interferir. Porque com ou sem expectativas, aquilo é "o conto de fadas".
Este ano, meti travões, distâncias literalmente, porque assim a minha consciência o mandou (e o meu coração também) mas isso não quer dizer que não quer dizer no final não me vá "enxarcar em lágrimas e afundar-me em recordações e saudades".

Voa voaaaaaaaaaaaaaa borboleta*