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segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Tenho dias destes, é verdade.
Não sou perfeita, e às vezes custa demasiado tentar ser.
E às vezes tenho impressão que não sou boa em coisa nenhuma. Tenho medo de ter herdado isso dela. Às vezes, vejo tantas parecenças, e tenho tanto medo. E agarro-me às coisas boas, e tento ser melhor, todos os dias.
Gostava tanto que fosse só um bocadinho mais fácil.

sábado, 29 de outubro de 2011

Desabafos



Eu tenho muitos sonhos, mas às vezes acho que não consigo chegar a todos. É difícil gerir isso.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Desabafo

São 01:51 da manhã, e dei por mim a passar a ferro. Cheguei a casa, tentei voltar ao relatório de estágio, mas já nada me saía. Comecei a fazer coisas cá em casa, e que amanhã poupo tempo. Arrumar a roupa para levar de viagem, passar as t-shirts favoritas de skate dele, pôr roupa a lavar.
Mas hoje já está tudo estragado. Agora só me lembro deste post do Arrumadinho, e do quanto tudo isso me faz sentido. E já fazia, e a carapuça serviu perfeitamente, hoje então.
Estou cansada. Ando-me aqui a esfalfar em algo que não gosto para quê mesmo? Agradar aos outros? Eu já percebi que não quero Psicologia. Já percebi isso para aí à dois anos, mas ninguém me ouve. Teimam em fazer-me andar neste "sacrifício". "Vais perder os anos que andas-te a estudar.", "E só te falta isto, e aquilo", "E andaste a estudar para agora fazer o quê? Ir para caixa de Supermercado?" E eu cá ando... o resultado têm sido tão bom. (Irónia!)
Nunca viajei pelo Mundo, enquanto outros fazem um choradinho e têm tudo o que querem. Eu cedo. Eu SEMPRE cedi, e toda a gente sabe disso. Sabe que eu, se todos querem ir para a esquerda, mesmo que eu queira muito ir para a direita, eu vou para a esquerda. (Vá, estou melhor em alguns aspectos depois de muita psicoterapia!)
Se cheguei a este ponto, muito foi por minha causa... fiquei a espera que as pessoas mudassem por mim, fiquei à sombra da bananeira enquanto via a vida passar-me ao lado. Enquanto via as coisas a passarem-me mesmo a frente.
Não quero ser aquela que diz que sim SEMPRE, e que se não diz fica-se a sentir a pior pessoa do Mundo.
Não quero chegar aos 30 e olhar para trás e sentir um vazio maior do que o que eu já sinto neste momento.
Eu quero aproveitar a vida. Eu não sei o dia de amanhã, eu quero ser feliz. Eu quero sair da minha zona de conforto.

Eu amo, eu sou amada... merda, para os outros.


Mas no final de tudo... a culpa é minha, pela minha total inércia. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desabafo


Eu sou uma miúda complicada, eu assumo.
Tenho grandes dificuldades em ser feliz, porque passo o tempo todo a tentar que os outros sejam felizes. Passei sempre a minha vida toda preocupada com o que os outros pensavam de mim, ou achavam de mim (e não estamos apenas a falar de amigos, mas também professores e os meus Pais). Sempre fui a "boazinha" do grupo, sempre fui a certinha, a queridinha, a amorosa. Sempre ajudei o vizinho do lado, o meu companheiro de carteira, ou a menina com mais dificuldades na escola, ou até mesmo a mais gorda. Sempre tive esta propensão para isto, parece que me está inerente. Depois comecei a crescer, protegi (ou sempre tentei) o meu irmão de tudo o que se passou de mau na minha vida, e até tentei proteger a minha mãe (lol?), e tinha quê? 16 anos? Consegui até um certo ponto, porque, não iria durar muito. Mas nunca pensei em mim nestes anos todos, e mais... nunca ninguém olhou para mim nestes anos todos. Venham dizer o que quiserem...
E agora, estou a fazer um esforço todos os dias para me libertar deste sentimento. Mas são anos e anos, e não sei como fazer.
Ás vezes sinto que pedem demasiado de mim. E esquecem-se de mim, das minhas vontades, dos meus gostos, de que eu também tenho uma palavra a dizer. E por isso, eu afasto, afasto as pessoas de mim. Se é lógico? Talvez não. Mas não sei como fazer as coisas diferente.
Não consigo agradar a todos. Ao M., ao meu pai, ao meu irmão, a minha tia, aos meus sogros, não consigo. Há sempre alguém que fica infeliz e chateado comigo, e eu... estou cansada disso, e cansada de ter de dar satisfações pelas minhas decisões.
Eu não sou perfeita, nem nunca quis ser. 
Só quero viver a minha vida, e ser feliz.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amanhã é outro dia

E depois há dias como o de hoje. Não há nada a fazer... Não há força para nada.
Não há motivação, não vejo felicidade ao meu redor, nem em mim. Sim, eu amo. Amo o meu namorado, sim tenho um pai, um irmão, uma tia e uma melhor amiga que são a minha familia. Mas acaba aí.
Tenho uma mãe problemática, e que desde pequenina me faz chorar. Não foi e não é a pior mãe do Mundo, porque eu sei que há crianças que sofrem horrores neste Mundo, e eu não sou uma coitadinha, mas neste momento nem Mãe lhe posso chamar, porque nem isso ela é. E é nestes momentos que eu me lembro, que a perdi algures na minha adolescência, enquanto tentava sobreviver ao divórcio dos meus pais.
Os meus avós Maternos, nem quero falar nisso neste momento porque estou tão desiludida com eles que sou capaz de nunca mais lhes falar na minha vida, mas depois lembro-me que não sou uma pessoa que consiga viver com isso. Tenho um coração mole, mole, e que não resiste. E acho que é por isso que toda a gente faz o que quer de mim.
Já sofri tanto, tanto.
Já sofri por amor. Já sofri por amores impossíveis, e principalmente sofri pelo R. que me marcou de uma forma que eu nunca o vou conseguir perdoar. Mas só porque, ele disse que estaria do meu lado acontecesse o que acontecesse, e que nunca deixaria de ser meu amigo e me apoiaria. E ele não cumpriu. Deixou-me no pior momento da minha vida. Deixou-me doente, e no meio do divórcio dos meus pais. E agora é suficientemente covarde para não me falar.
Já sofri de Bulímia. Durante uns longos 7 anos... Escondi do Mundo todo, da minha melhor amiga, dos meus pais, dos meus namorados. Vomitava porque estava cheia de problemas, não porque queria ser magra, não se iludam.
Perdi a minha avó. E ainda hoje não consigo falar ou escrever sobre ela, porque as lágrimas vêem-me aos olhos. Sinto a falta dela. Se havia pessoa que me compreendia, era ela.
Sempre fui uma aluna exemplar, nunca fui brilhante, mas muito esforçada. Nunca chumbei no secundário e entrei para a faculdade que queria, para o curso que escolhi. Perfeito, pensam vocês, pensava eu. Mas não, no final do 4ºano, foi quando começei os tratamentos da Bulímia, tive de repetir cadeiras do 4ºano. O Estágio na Maternidade, foi uma merda, também em muito devido aos tratamentos ainda. Este ano, a tese não anda para a frente. Se gosto do curso? Sim. Se é o que quero fazer? Dúvido. Não me sinto feliz aqui, não me sinto realizada. Quero acabar isto, mas ao mesmo tempo não é isto que quero fazer da minha vida. Sinto que tenho de fazer isto pelos outros. Não sei o que fazer mais. Se calhar devia era ter ficado pelo 12º ano e ido logo trabalhar para o pingo doce, que era muito mais feliz do que sou hoje.

Isto passa, que remédio.
Amanhã é outro dia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Desabafos #1


E se eu herdei os genes dela e sou feita para o "nada"? Tenho este medo que me abraça todos os dias, e que me faz duvidar de tudo. Às vezes por mais que me esforce, por mais que queira, sinto que não fui talhada para certas coisas.. E não era o que eu queria para mim. Eu queria ser uma mulher diferente, queria ser uma mulher lutadora, que não desiste, que não se entrega facilmente aos obstáculos da vida.