terça-feira, 25 de maio de 2010

ESTOU TÃO CANSADA...


...DE NÃO SER FILHA.

Já só passo os dias a 'magicar' ideias e a contar os 'tostõeszinhos' todos, para fazer-me à vida porque não aguento isto muito mais, e dificilmente pior do que isto não vou encontrar. Já não há desculpas a pedir, já não há nada a dizer, as ditas pessoas escolheram o seu canto e eu cheguei a triste conclusão, que afinal não pertenço a nenhum. Talvez esteja mesmo na altura de eu aproveitar que está tudo parado na minha vida, e assim continuar e fazer do meu "canto" a minha prioridade, talvez me traga um pouco mais de paz e tranquilidade e assim consiga ser feliz.
Só sei que não posso continuar muito mais tempo assim, impávida a olhar a vida a passar-me ao lado só porque estou mágoada e ferida, porque nunca ninguém se lembrou de me proteger dos incidentes da vida, do dia-a-dia. Está na altura de arranjar as 'armas' que também não me deram, e arriscar.

"...Estou sempre na corda bamba por isso. Estou sempre frágil. Estou há meses pronta a partir-me se alguém tocar com mais força.
Queria ter mais garra. Queria ser mais egocentrista. Queria ter coragem de "cagar" em tudo e em todos e fazer o que eu quero fazer.
Queria ver os anuncios do aluguer das casas e ter a coragem de ligar mesmo e ir lá ver. Queria ter o meu mundo onde quando chegasse a casa encontrasse muita paz. Onde ninguém me dissesse nada. Onde não tivesse que ir a lado nenhum. Onde eu fizesse o que tenho vontade. Queria ser uma visita para os outros. Queria que eles fossem uma visita para mim. Sei que isto resolveria 90% dos meus problemas. Talvez mais..." by 100 Segredos

sábado, 15 de maio de 2010


Há certas coisas que eu não compreendo, melhor... há milhares de coisas que eu não compreendo. Mas quando toca a assuntos do coração, fico mais sensível e mesmo quando a dor é dos outros, quase que trespassa para mim e vivo, com tal intensidade que dói, dói mesmo.
Não compreendo, o prazer que há em magoar alguém. O egoísmo, a insensibilidade que existe dentro dessas pessoas. E nós, "burrinhas" ainda vivemos na ilusão de ter um abraço, como se não tivesses partido, ou se a tua voz ainda sussurrasse ao meu ouvido que preciso de ser forte. É engraçado como nós pensamos que temos a nossa vida toda planeada, e de repente percebemos que já não está nas nossas mãos e tudo o que achavamos que estava garantido, desaparece como a espuma de uma onda do mar. As dúvidas, as perguntas nunca desaparecem. As respostas nunca aparecem. E as coisas nunca mais serão as mesmas, eu nunca mais serei a mesma, tudo por tua causa. Por pessoas como tu, que não sabem resolver os conflitos dentro de si mesmos, não sabem o que querem, vivem entre o sim e o não, entre o quero e o não quero, e não percebem que a vossa inconstância mata-nos aos poucos. É uma dor que não tem fim. Faltam-vos a coragem para enfrentar a dor que também sentem, é preferivel não sentir e ignorar; é preferivel ser insensivel. E custa tanto estar tão perto e ter tanto para te dizer e ver a tua falta de coragem, ver que a pessoa que conheci morreu entretanto... ou escondeu-se, ou nunca existiu (sei lá!).
Só sei que enquanto não temos as respostas para as nossas perguntas, seja para o que for não conseguimos fechar o capitulo e seguir em frente. E enquanto isto não acontece, é quase como dia sim, dia não tocar na ferida porque algo me lembrou dele, um cheiro, um sitio, um objecto, qualquer coisa.
Por isso, ganhem coragem (para não dizer outra coisa!) e sejam HOMEMZINHOS suficientes para enfrentar as histórias que ajudaram a construir e que querem destruir, só porque a maioria de vocês está com dúvidas existênciais.
E quanto a vocês, conselho... A vida ensinou-me que Nunca é tarde de mais para ir a procura dessas respostas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010



Será que és capaz de ficar aqui sem fazer muito barulho? Eu não queria nada, ter de te levar de novo para os meus sonhos e fantasias de um final feliz, logo agora que o estava a começar a construír.
Eu não sei, tanto sobre tanta coisa, e também sei que tenho o dom de complicar, mas porque precisa tudo de ser tão complicado ou tão dificil? E depois eu olho para ti, e tu sorris-me e todos os meus medos e receios desaparecem.
O problema é quando não estás. Eu perdida, nos meus pequenos nadas que com a minha varinha mágica rapidamente os transformo no fim do mundo. A minha razão deixa de fazer sentido, o meu coração aperta, e eu perco-me na dor que se espalha pelo meu ser. A culpa é minha, durante tanto tempo lutei com tantas forças para não deixar ninguém entrar, para não me dar, para não sofrer... e depois vens tu de mansinho, e dia-a-dia, conquistas-me com os teus pequenos nadas que fizeram toda a diferença, que fazem toda a diferença na minha vida. Fizeste-me renascer, e o sol brilhar mais alto e os dias ficarem mais bonitos. Fizeste-me voltar a sonhar e a sentir o que são sentimentos como Segurança, Amor, Tranquilidade, Estabilidade, Confiança.
Mas o resto do Mundo teima em nos pôr à prova, amor.
Agora, será que vais conseguir ficar aqui sem fazer muito barulho para nem darem pela tua falta? Eu guardo-te no meu Mundo, eu protejo-te, os meus acolhem-te, estás seguro. E eu... Eu também, tenho-te comigo, e o meu coração ainda não parou de bater.

Bada <3 Bado

domingo, 2 de maio de 2010


Será que és capaz de ficar ai, sem fazer muitas perguntas? Sem te mexeres muito?
Hoje não cabemos os dois no mesmo espaço fisico, mas continuas com o meu coração. Porque há coisas que nunca irias compreender, nem eu te conseguiria explicar... apenas tens de respeitar.
E 'ela' tem de aprender a não se perder em ti, e neles.
Porque depois acorda... e o Mundo está virado do avesso.
E já não aguento mais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fui apanhada desprevenida neste remoínho de sentimentos e emoções que nos últimos anos me tem assombrado. O tempo passa, é verdade... eu sinto que consigo controlar melhor as minhas emoções quando estou distante, quando consigo pôr o tal limite. Protejo-me do que tanto me magoa, o Amor. O Amor que tens por mim, e a exigência que me pedes e eu não consigo atingir a muito tempo. Eu já não sou aquela menina, que usa uma saia de pregas, meias até ao joelho e uma camisa branca, e que tem os trabalhos de casa sempre feitos antes do jantar, o banho tomado, é amorosa, carinhosa, e fofinha mesmo que levasse com pedras e fosse maltratada por todos, tinha sempre um sorriso posto na cara. Aquela menina que se aconchegava nos teus braços e pensava que aquele era o lugar mais seguro do Mundo e que nunca ninguém poderia fazer-lhe mal porque tu não irias deixar. Eu já não sou essa menina à muito tempo. Deste-me tudo o que tenho hoje, e tudo o que sou hoje é graças a ti e nunca me esqueço disso. Deve ser por isso, que me custa tanto... que passado este tempo todo continuamos estagnados no tempo, como se ainda esperassemos algo de alguém ou um do outro. Perdi a conta das discussões, das bocas, dos maus tratos, dos estalos sem mãos, das noites que já perdi a chorar por nós, o quando isto tudo já nos prejudicou a todos, ninguém vive aqui... apenas se aprende a sobreviver nesta casa.
A culpa não é tua. Nunca foi, nem agora... nem do final de tudo. Tinha de acontecer, ninguém te culpa, pelo contrário muita coragem tiveste tu, ao ficar ali e enfrentar tudo e todos. Acredita, nós não te culpamos... nós ficamos contigo, e não foi para ter uma vida mais "abastada" de presentes e viagens, mas talvez de beijinhos e abraços. Mas a vida dá muitas voltas e trocou-nos esses desejos (a quem menos tinha a ver...) e acabamos assim... sem rumo.
Mas mesmo assim, e o propósito deste post começou depois de ouvir esta música:


Chorei... chorei, porque é a mais pura das verdades. Porque pode-me faltar tudo e todos, mas eu sei que tu nunca me vais abandonar. Que eu posso fazer a maior asneira do Mundo mas tu, estarás lá para me amparar. Que durante uma vida inteira tu estiveste do meu lado, a sorrir comigo, a sonhar comigo, a chorar comigo, a não deixar-me parar de sonhar. Foste a minha força, ÉS A MINHA FORÇA mesmo hoje em dia... porque sem ti, sabe-se lá onde eu estaria, porque caminhos já teria sido levada. Sempre foste, quando achei que tinha perdido o amor da minha vida, quando teimo em desistir de alguma coisa, ou desistir porque não tenho forças para lutar, és a minha força na DOENÇA, és a minha força no dia-a-dia, nos pequenos nada QUE SÃO TUDO, e que fazem toda a diferença.
E dói, como dói... sentir que sou a culpa de te ver assim... sem forças, doente, cansado, mudado. Eu sei que se eu te disser que eu faço o que posso, parece mentira, mas é a verdade... eu faço. Juro. Todos os dias digo para mim própria, que vou fazer melhor, por vocês... mas e a força? eu já não a tenho... e a minha fonte (TU) secou... E depois há coisas que custam lidar, e mandam a baixo... parar um ano na escola, tem sido um suplicio para mim. A desilução da maternidade. A Doença... também tem me desgastado aos poucos em vez de me trazer de novo à vida. A mãe... não ajuda em nada, podia estar mais presente neste momento da minha vida, do meu tratamento, mas opta por não. Dói, muito. Mas não tens culpa, Tu não nos tiraste nada!!!!! E tu... ver-te desiludido continuadamente todos os dias comigo, faz com que parte de mim, morra aos poucos. E tu dizes, então muda... é tanta coisa, não é fácil, estou cansada... só me apetece dizer é "deixem-me só no meu canto".
Só me preocupo é contigo, preciso de ti bem... por ti e pelo menino pff!

Desculpa não conseguir fazer melhor.
Eu sei que vais ler isto, Não quero falar nisto sff.
Foi um desabafo.

Eu amo-te Pai.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sabes uma coisa? Conseguiste!
Não sei como... mas conseguiste...



Tu és o meu pequeno NADA! @

quinta-feira, 22 de abril de 2010


E é nestes "j'ne sei patavina de nada já" que tu me apanhas desprevenida e me obrigas a escrever este post deitada, numa posição um pouco estranha (não se metam com ideias sim?)
Estou FURIOSA CONTIGO, TRISTE, MAGOADA E BIRRENTA AGORA por causa dos últimos dias, mas depois ficas-me assim doente e eu derreto-me (só por dentro, atenção!!!) e adormeces com um braço em cima de mim não vá eu fugir... e eu ao som da música bem baixinha sorriu para dentro que é para tu não saberes (tás de castigo, ainda!!!!) e de repente fazeres uns ruidos estranhos, eu desato-me a rir contidamente pois não te quero acordar, e fico ali a aproveitar estes pequenos momentos que tu me dás, que são TUDO.

Se ao menos fosse sempre assim... era uma vida cheia de nadas e eu vivia feliz contigo. Mas não isto é apenas um rascunho, de um nada.