segunda-feira, 6 de julho de 2009

E quando o sol da manhã bate na porta, e quando nada lá fora importa... Tudo bem, é tarde. Eu fico onde estou, prefiro continuar distante...
Algumas coisas são melhor, não ditas. Há algumas coisas que continuam sem fazer sentido.


"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou
(...)
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O verdadeiro amor

Hoje lembrei-me de ti, amor. Deixei-me levar nas horas da madrugada que já avistava pela minha pequena janela, que dá para a minha nova realidade.
Algumas coisas nunca mudam, mesmo que a vida nos obrigue a virar as costas. Se estiver destinado, não tenhas pressas porque eu também não amor.
Sabes Bé, é muito mais do que isso.



" Eles sao duas criancas a viver esperancas, a saber sorrir.
Ela tem cabelos castanhos, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e sao namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele la lhe disse, a medo: "O meu nome é ... e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Daniela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Entao,
Bate, bate coracao
Louco, louco de ilusao
A idade assim nao tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Daniela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Ja o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando la o viu, encharcado e frio, quase o abracou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou..."

terça-feira, 30 de junho de 2009

trigésima carta

Uma vez disse-te "... não podemos desmoralizar pelos obstáculos que nos aparecem... A priori sabemos que quando decidimos fazer algo, há qualquer coisa que acontece para nos demover... Mas temos de seguir, e ultrapassar todos esses momentos que nos fazem duvidar de tudo" e acho que pela primeira vez na vida sabia realmente aquilo que estava a dizer, e nao podia ser uma verdade mais verdadeira.
Enquanto me deixo cair para tras e fecho os olhos, as recordações invadem-me o pensamento. Consigo por momento transportar-me para todos os sitios que me trazem algum tipo de felicidade. Hoje fui parar a um corredor, muito conhecido meu... durante alguns segundos, tive ali a situar-me e, é então que uma porta abre-se e vejo-te a correr, como te vi tantas vezes com aquela pressa de quem ia salvar alguém ou apagar mais um fogo. Mas desta vez, consegui parar a tempo de não me envolver nestas lembranças que teimam em não sair de mim.
Hoje lembrei-me da última coisa que ouvi de ti, à qual eu nem respondi. Hoje disseram-me que se sentiam orgulhosos de mim, por ter pulado fora, e eu só soube perguntar o porque de eu não sentir esse orgulho. Mas no fundo acho que o sinto, até porque não tive qualquer tipo de resposta tua. Por isso acho que é mais que obvio que eu fiz a coisa certa, pois eu não podia sustentar algo pelos dois.
As vezes acho que isto não passa de mais um capricho meu, por ter tido sempre tudo aquilo que quis, e agora agarrei-me a unica coisa que me escapou por entre suspiros e lágrimas. Mas capricho ou não, estas aqui. Continuas aqui, continuas presente em todos os promenores dos meus dias, por mais pequenos que sejam. O teu sorriso continua a ser o meu melhor momento do dia, e os momentos em que invades os meus sonhos são aquelas que realmente me fazem levantar no dia a seguir, ou melhor voltar a querer adormecer e não sair da cama. Mas são ilusões, pequenas ilusões que foram e vão se tornando cada vez mais invisiveis aos teus olhos. Pequenas lembranças e memórias que ficaram gravadas em mim e só em mim. É aquele sentimento de esticar a mão, sem conseguir alcançar. O dia já vai longe, e cada vez mais longe. Todos os dias ficas um pouco mais longe, todos os dias sei menos de ti, todos os dias faço menos parte da tua vida, todos os dias são menos dias sem ti... mas não é o fim do mundo. Porque estou a construir os meus dias, só meus. Porque acho que estou apenas presa a algo, que já não quero. Porque quando te vejo, já não te sinto... é passado, tu és passado.
Gostei de ti. Gosto de ti. Mas não vou gostar mais... Porque há momentos certos, mas não eternos. E Parece que depois deste tempo todo, consegui finalmente libertar-me de ti. Porque tu continuas-te sem nenhum tipo de problemas, e nem uma pequena lembrança remota de nos te invade o pensamento... e porque se tu o conseguiste, eu também o consigo. Simplesmente não da mesma forma que tu, nao com o mesmo sentimento de indiferença, nao sem levar comigo um bocadinho da tua indiferença. Mas isso vai me fazer crescer enquanto ser humano, e sempre que sentir a tentaçao de virar as costas a alguem e aos seus sentimentos, vou me lembrar da ferida que fizeste em mim.
Mas... ta tudo beimmmmmmm :)
Foste um momento perfeito, mas não eterno.
Mas não te esqueças, que eu estou em vias de extinção...

esta é a ultima carta, a trigésima e o fim de um ciclo.
dia 30.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Não são os acontecimentos de vida que condicionam as nossas emoções e comportamentos, mas sim a interpretação que fazemos deles."

Ricou

Mãos dadas para a vida :)

Tens um bocadinho de mim. Tens um bocadinho de mim nestes anos todos que tem passado por nós. Eu tenho-te desde a muito, apesar da ilusão que não podes ser meu. Apesar do mais obvio que é para alguns, impossivel de imaginar pelo meu pequeno ser. Já foram tantos os momentos, já foram tantos os episodios que passaram por nos, pelos quais lutamos e sobrevivemos. Eu acompanhei-te em tanto, eu acompanhei o quão tu cresceste. Eu acompanhei toda a tua evoluçao como ser humano, como homem. Tu deste-me o sentimento de orgulho quando olho para os teus olhos cor de mel, e sorris daquela maneira tão especial que tu tens. Foste o primeiro a abrir-me os braços, a admitir a minha mudança. Acreditas-te em mim, não desde sempre, mas para sempre. Nunca nada foi perfeito, mas quando deixei de pedir essa perfeiçao entre nos, foi quando tudo ganhou consistencia e valor.Gosto de te guardar para mim, nas nossas recordações de momentos de brincadeira de miudos, de momentos especiais que vivemos anos mais tarde, e na solidez da nossa relaçao nos ultimos anos. No fundo, gosto de fechar os olhos, e cair na ilusao das historias que imaginam de nos e de um futuro tao incerto, que por um motivo qualquer se pode desvanecer como por magia. Gosto de imaginar que tudo tem uma razão de ser, e que nós temos a nossa perdida nas nossas complicaçoes e feitios dificeis que acabam por se completar, por querermos coisas tão semelhantes. Eu gosto de imaginar que já te encontrei, e que agora é uma questão de tempo. Que depois de tudo o que ja vivemos, a vida ainda nos tem muito a proporcionar... e que a nossa busca finalmente chegou ao fim.


:D
Sussuraste-me ao ouvido... Soube tão bem por instantes. Tentei ver-te de longe, bem de mansinho no meio daquela noite tão fresca, mas estavas demasiado inalcansavel, até para mim. Esta busca intensa de ti, levou-me ao lugar mais longiquo que tinha alguma vez imaginado. Aquele sentimento de liberdade, de simplicidade que trouxeste a minha vida está cada vez mais parecido como uma manhã com nevoreiro... Sinto que continuo a não saber por que caminhos sigo, sem uma meta, um motivo. Continuo nesta busca em todos os espaços vazios que deixas-te na minha vida.
Mas já não lamento, já não choro... Aprendi a existir sem o teu sopro perto de mim. Ainda te sinto, ainda sinto a brisa a passar por mim... a brisa do meu amor por ti.
Um dia vais-te lembrar de mim... um dia vais recuperar a memória, e vais conseguir como por magia transformar os meus dias até então a preto e branco, num misto de cores fortes e quentes, que vão aquecer todas as emoções que estamos prestes a viver.


29 dias.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Querias um pouco da minha atenção. Querias recuperar tudo aquilo que perdes-te, mas eu lembrei-te que era tarde demais. Tarde demais para recuperar algo que não soubeste conservar, e tinhas todos os utensilios para isso. Não soubeste aproveitar tudo aquilo que nos envolvia, todas aquelas noites passadas, Todas aquelas manhãs que pareciam finais de dias interminaveis.
Crias-te uma ilusão em mim, crias-te algo que não sabias conservar. Crias-te alguém que não existia. Tinhas tudo, e ao mesmo tempo não tinhas nada. E o pouco que tinhas, deixou de ser teu. Já não preciso de mentir a mim mesma, ou a ninguém e finjir que estou bem sem ti, porque eu estou. Aprendi com o tempo... com as pessoas que passaram por mim durante esse tempo. Já não me magoa, ter estado tão perto, e ter tanto para dizer e ter-te visto ir embora. Já não me magoa, não saber no que poderia ter dado...
Aquela angústia de te perder em cada lugar que eu fosse, em cada tempo perdido... desapareceu, e só te consigo recordar com um sorriso de indiferença.
As palavras que te tinha para dizer, desapareceram como por magia. Tu desapareces-te como por magia. Ver-te desaparecer em todos os instantes dos meus dias, fez-me ganhar tanta coisa. Tornou-me mais forte, mais convicta, mais viva, mais eu. Obrigado por isso, mas por mais nada.
Agora posso-te encontrar, nos lugares mais imprevisiveis ou previsiveis que existem, que vou olhar para ti e não sentir nada. Agora posso-te deixar bem visivel, que já consigo sorrir. Mas não me peças mais.